Anedotas cotidianas


Dá-lhe viver!!!

Guardar rancor dá um trabalho....

As coisas agradáveis da vida são processadas como mais facilidade. A gente vive, se diverte e isso passa. Às vezes a gente guarda ali no cantinho das lembranças, mas fica lá... empoeirando...

Já rancor, como o próprio nome já nos faz intuir, não tem nada de agradável. Depois ele nunca é uma coisa que ocupa só um cantinho da gente. O rancor não perde a oportunidade de te fazer prestar a atenção nele. Qualquer situação, pessoa, ou objeto pode ser a portinha que se abre pro rancor aparecer robusto, altivo, imponente.... ele se instala alí bem no meio da sala dos nossos sentimentos dizendo em alto e em bom som: "Viu??? Tô aqui!!!".

Se a gente se descuida, ele vem trazendo toda a patota: a raiva, a vingança, a tristeza, o despeito, o desprezo e toda a sorte de figurinhas sinistras que tentam o tempo todo se apoderar da gente...

Ei!!! Calma lá!!! Eu sou livre!!!

Tenho toda a liberdade que me permite viver livre de amarras! A liberdade que temos para buscar o novo é a mesma que perdemos quando nos prendemos a coisas como o rancor. Na verdade, também é a mesma que perdemos quando nos prendemos às coisas boas que já vivemos.

Tudo isso já passou. Já foi vivido! Mais do que reviver, eu quero construir!

E para isso, não preciso dos rancores, das mágoas, das tristezas e sequer das alegrias que já vivi. Basta trazer comigo os aprendizados.

(título parafraseado do Nação e do fotolog da Chris, mas não achei nada mais apropriado...)

 



Escrito por marocha às 15h16
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Só pra desopilar....

Essa eu recebi da Chris por e-mail... Pra esse blog não ficar muito pesado depois do Post-reflexivo-desabafante, segue ditado de autor desconhecido (infelizmente... esse merecia um busto!)


'Homem tem que ser tratado igual cabelo! Num dia a gente prende, no outro solta, num dia a gente alisa, no outro enrola, dá uma cortada quando precisa, numa semana a gente amacia, na outra é só jogar de lado e ele fica ótimo! Fala a verdade... cabelo dá trabalho... Mas a mulher consegue viver careca????'


Escrito por marocha às 17h18
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Post pessoal-reflexivo-desabafante

E quem é que disse que a gente veio pra esse mundo pra ser feliz?

 

Crise...

 

Pois é! De novo!

 

Sabe aqueles momentos em que nem você se agüenta? Já vivi muitos desses e quando a gente supera, passa a rir de si mesma, acha que aprendeu... de repente ta lá de novo! Absorta, soterrada, envolvida em brumas, ou com aquele negócio que usam em cavalos, sabe? Que priva da visão panorâmica fazendo com que a gente só enxergue aquilo que ta na frente???

 

Esse momento também é algo peculiar! Incredible! Porque as coisas ficam óbvias! Você se enxerga nas coisas como se de repente estivesse acima de si mesmo assistindo as barbaridades que esse estado estranho te levam a fazer... ou a não fazer...

 

Aí vem o processo seguinte pra todos que ainda gastam algum tempo buscando o auto-conhecimento: o processo analítico-reflexivo-autoflagelante-elucidante. Os mecanismos de análise também se repetem:

 

(O que incomoda?)

- Será essa dor de dente? (tá bom... sei que essas manifestações têm um quê psicossomático!)

- É o excesso de trabalho! (excesso de trabalho? Responsabilidade pelos seu atos, fofa! Quem mandou deixar as coisas acumularem???)

- Vontade de mudar de vida de fazer as coisas de forma diferente... (e o que é mesmo que você ta fazendo por isso???)

- Solidão? (Não exagera, louca! Há diferença entre ser sozinho e se sentir só. Muito disso se resolve quando a gente passa enxergar essa diferença e se portar de forma diferente)...

... Ah! É TPM! (trunfo feminino pra explicar o incompreensível!)

 

Mas não é que tem algo que passa a fazer sentido com essa explicação??? As coisas todas acima são verdadeiras, reais, e fazem parte de uma análise constante nos meus momentos de crise... Mas os chiliques da semana passada só podem ser fruto de TPM... vergonha alheia de mim mesma... (não esqueçam que nesse momento eu estou pairando acima da minha pessoa).

 

Por outro lado, a dor de dente, o desespero, a vontade de chutar tudo... eram, na verdade são, reais. Elas permanecem após o chilique e a vergonha alheia de mim mesma!

 

Descobri, também a posteriori, que nessa fatídica semana entrou um trânsito astrológico poderoso... (um trígono entre urano e meu saturno natal, planeta forte no meu mapa)... É foda! A astrologia sempre têm uma paulada a mais pra gente!

 

 E agora? Não é a toa que tudo me incomoda mais e mais... é tempo de mudança! Às vezes, me pergunto se o auto-conhecimento não é nocivo à saúde...



Escrito por marocha às 17h14
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O prazer do estraga prazer parte 2

Essa rolou numa festinha... quer dizer, ao contrário da história anterior, não era tão festinha assim, mas o que costumamos chamar de balada. Era em uma casa ampla em um bairro prioritariamente residencial e, embora ampla, a casa estava cheia... cheia não, lotada. Parecia a liquidação de calçados DIC. Arrumamos um cantinho mais sossegado, longe do bar, longe da pista de dança e com uns Pufes aconchegantes.

 

O papo estava agradável, as pessoas dispersas na balada foram ao pouco se agregando, os donos da festa passavam por lá de vez em quando e notamos que estavam nervosos. Ah! Quem eram os donos da festa? Wesley e Rodolfo faziam aniversário essa semana, além disso, Elenilson estava se somando a eles no estúdio que os aniversariantes mantinham sendo então, festa de boas vindas.

 

Perguntamos a Elenilson o que estava acontecendo, ele relatou que duas senhorinhas da vizinhança reclamavam do barulho e movimentação na rua. Ora, elas tinham razão quanto ao barulho (mais do zunzunzum das conversas que do som em si) e, de fato o fluxo de pessoas rumo à festa estava intenso.

 

De qualquer maneira, a festa aconteciam no estúdio da galera, um local de trabalho, que de modo geral, funciona em horário comercial de forma civilizada com a realização de umas três festinhas esporádicas, menores que a festa em questão, por ano.

 

O fato é que as senhorinhas não se comoveram com a argumentação de que era uma noite em 100 que elas teriam que conviver com um certo barulho... queriam o fim imediato da festa. Talvez elas estivessem “mordidas” com o fato de Wesley ter esquecido de fazer o corre com a vizinhança avisando-a e convidando para a festa.

 

Bom, não é difícil imaginar que dissolver uma festa em seu auge com mais de 300 pessoas (não contei, mas certamente era mais que isso) não é um processo fácil, mas foi inevitável na hora em que, por força da insistência das senhorinhas, Wesley, Rodolfo e Elenilson tiveram que ir à delegacia. Como nem tudo no mundo é injusto, as senhorinhas foram para a delegacia também.

 

O processo de dissolução da balada foi uma engenharia a parte. Desliga-se o som, cessa-se a venda de bebidas, negocia-se com os descontentes, faz um processo de empurra da galera com a fala de “foi mal” e tenta-se evitar o clima de velório. Os mais chegados foram convidados a permanecer em um ambiente vedado. A coisa mais bizarra: sonzinho ambiente sob constante orientação do DJ: “dancem em silêncio”. Ficamos, embora o incomodo do “dançar em silêncio”, pois achamos que seria importante para Wesley, Rodolfo e Elenilson, ao menos encontrar os amigos para festejar um pouquinho, depois de horas na delegacia, mesmo que em silêncio.

 

Como moral da história deixo a seguinte reflexão: Será que pelo prazer de estragar o prazer da galera valeu a pena pras senhorinhas passar a noite inteira (até 4:30 da manhã) na delegacia? Ou se elas tivessem resolvido fazer um crochê, assar um bolo, assistir um filme na TV ou mesmo ido à festa elas não teriam uma noite mais agradável???



Escrito por marocha às 18h23
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Só um detalhe...

Pra quem quiser entender melhor quem é Emengarda (personagem real, nome ficticio) ela é a protagonista desse meu outro post de tempos atrás...

http://marocha.zip.net/arch2007-03-18_2007-03-24.html#2007_03-20_18_58_16-119280126-0

rssss



Escrito por marocha às 18h40
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O prazer do estraga-prazer parte 1

 

Churras na quadrinha! A galerinha mal começava a se divertir. Nada de equipamentos-amplificadores-sonoros e o batuque com pandeiro e agogô nem sonhava em se instaurar...

 

As crianças, ainda pilhadissimas, por sua vez, corriam de um lado para outro nonstop soltando gritos e gargalhadas típicas das brincadeiras infantis. O churras comemorava um encontro despretencioso, ou nem tanto, de amigos... solteiros de nascença ou reconvertidos à solteirice (algo bem comum os tempos de hoje) daí a presença quase maciça de crianças no churras. O motivo maior do evento era promover encontro com uma amiga de Emengarda, a anfitriã, que mora há vários anos na França. Ela e seu filho estavam de férias no Brasil.

 

Dado momento fui ao banheiro. Ao voltar encontrei a festinha bem esvaziada. Tentando entender o que havia acontecido em tão curto espaço de tempo fui informada:

 

- O pessoal ta lá fora. Chamaram a polícia.

 

Nuooossa!!!! Polícia pra uma reuniãozinha tão familiar e singela?!! Como assim?!!!

Ficamos eu e mais uns três trocando idéia lá dentro enquanto a dona da casa e mais meia festa resolviam a pendência policial.

 

Logo passa correndo uma das convidadas. Pergunto o que foi. A resposta:

 

- Vou pegar refrigerante pros guardas!

 

Um amigo que estava conosco, diga-se de passagem, um sujeito divertidíssimo que, assim como eu, “perde o amigo, mas não perde a piada” falou:

 

- Vou lá fora dar uma olhada.

 

Não demorou 3 minutos ele estava de volta comentando:

 

- Melhor eu ficar aqui dentro. (pergunto o que houve). Mal cheguei e já dou de cara com o policia dizendo “ah, eu sei! A França é aquela parte azul do mapa”. (????) Acabei soltando um “que eu saiba a parte azul do mapa é o oceano!” . Não dá! Melhor eu ficar por aqui!

 

Vi que as coisas estavam tranqüilas... e bizarras! Resolvi ir dar uma assuntada. Mas antes de narrar a cena com a qual me deparei deixa eu recuperar o relato do ocorrido enquanto eu estava no banheiro:

 

Uma explicação necessária. Trata-se de um terreno com diversas casas. A Emengarda ocupa uma com seu filho, a mãe dela (proprietária) ocupa outra e há cerca de três ou quatro inquilinos que ocupam as casas do fundo.

 

Toca a campainha. A mãe de Emengarda atende a porta. Dá de cara com uma viatura e dois policiais:

 

- Boa noite. Por gentileza a Sra. Emengarda.

 

- Pode falar. Eu sou a proprietária da casa, mãe dela.

 

- É que temos uma denuncia contra a Sra. Emengarda...

 

São interrompidos por Emengarda já meio bêbada que sai, vai até a viatura e começa a dizer:

 

- Cadê o Petrônio? Petrôoonio? Cadê você? (rodeando a viatura, olhando por entre a janela e quase a ponto de abrir o porta-malas)

 

Legenda: Emengarda esperava na festa, seu amigo Petrônio que era policial. Ao se deparar com o bizarro de uma viatura em sua porta em uma festa nada barulhenta, deduziu que Petrônio estava escondido pregando-lhe uma peça... Esclarecido que não se tratava de uma troça de Petrônio, segue o diálogo:

 

- Sra. Emengarda, estamos aqui porque recebemos uma denúncia de que havia uma festa incomodando a vizinhança... mas... nem tá tanto barulho assim...

 

Disse o policial com ar de que já sabia que se tratava de algum daqueles despeitados que sentem prazer em estragar o prazer alheio. Emengarda perguntou quem era o denunciante, o que obviamente não foi revelado pelos policiais, mas que, também, ela obviamente ela já sabia. Tratava-se de um inquilino de sua mãe com ordem de despejo anunciada. Ela explica ao policial que se tratava de uma reuniãozinha por conta da amiga que mora na França, etc, seguida de bate-papo sobre a França e refrigerante como já relatado.

 

Volto ao momento em que cheguei no portão. A cena que encontrei me fez dar meia volta quase que imediatamente, com medo de começar a rir ali mesmo. Uma galera, crianças correndo um bate-papo entusiasmado e um policial com um copo de refri e o outro com um espetinho na mão. Em seguida, le petit-français vai à barra da saia da mãe e solta algo do tipo:

 

- “mère je veux enlever photographie avec la police”

 

Ops... meu francês é um lixo, mas photographie avec la police eu entendi... Meia volta Mairinha... senão não vai prestar... ao me afastar ouvia o povo organizando a foto vocês ficam aqui pra tapar o número da viatura...

 

Depois de um tempo, Emengarda entra na casa e passa por nós com um bloquinho de notas... comenta: le petit-français pediu autógrafo para a polícia...

 

Várzea total! Mas o menino ficou feliz, feliz não, radiante! Em seguida, ele correu a festa inteira mostrando a folhinha de papel com o tal autógrafo em que havia ainda desenhado os dois policiais de mãos dadas com ele no meio...

 

Surreal...

 

O mais surreal é que depois o tal do vizinho estraga prazeres ainda ligou na delegacia caluniando os policiais dizendo que eles tinham ficado lá tomando cerveja, pode? Foi só um copinho de refri e um par de espetinhos! Haja prazer em estragar o prazer alheio!

 

 



Escrito por marocha às 18h29
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Essa eu ouvi no Big Brother

Estava de saída para a merça nossa de cada dia, na sala de casa meu irmão assistia Big Brother. Olhei para a cena:

Um dos participantes estava almoçando, pelo que entendi, o menu era rabada. O rapaz (tenho que dizer que a expressão indicava que ele estava falando sério) comenta com os colegas:

- Rabada é pesado por causa do osso!

Me poupe!!!



Escrito por marocha às 16h50
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Pérolas

A vida boêmia nos proporciona momentos surreais! Volta e meia nos deparamos com aquela frase que “vale a balada”.  Se o senso comum considera a noite um ambiente improdutivo, deplorável, tétrico e completamente dispensável nas nossas vidas, eu acho que minha vida certamente não seria tão divertida não fossem as pérolas que a gente escuta por aí... aliás, vocês também não teriam boa parte do material publicado nesse blog não fossem as incursões pela noite, principalmente a paulistana, e as impagáveis conversas de botequim!

 

Tá certo... não é nenhum conteúdo acadêmico-iluminado, mas acho que a reflexão sarcástica sobre o cotidiano é algo importante para as nossas vidas, nem que seja só pra lembrar que a gente não deve se levar tão a sério...

 

Cena 1:

Moça saindo do banheiro vai à pia lavar as mãos. Segue diálogo entre ela e a amiga:

 

(moça do banheiro) – Ah, eu vou pegar 2 folhas pra secar minha mão porque minha mão muuuuito grande!

(amiga) – Duvido que seja maior que a minha! Eu tenho a maior mão feminina do mundo!!!

(moça do banheiro) – É... minha mão perde feio...

 

Se era a maior mão feminina do mundo eu não sei, mas o complexo de guiness, parece ser algo recorrente nos banheiros paulistanos...

 

Cena 2:

Eu no banheiro. Uma galerinha conversa do lado de fora. Destaca-se a seguinte frase no meio da multidão:

- Meu a banda é muito, muuuuuito boa!!!

Confesso que fiquei curiosa! Que banda seria essa? Viria uma dica quente, imperdível??? A frase seguinte foi a brochação:

- É a melhor banda do Brasil!!! Melhor que CPM22....

(sem comentários... e sem curiosidade!)

 

Cena 3:

Balada das garotas. Calor de verão paulistano (vinte e tantos graus, ar parado até altas da noite). Ufa! Ainda bem que a balada tem quintal... embora o som lá dentro tivesse bom, era necessário uma paradinha básica pra respirar outros ares lá fora.  Só que pra ficar lá fora, já que não estávamos dançando, bem que a gente podia sentar, né?

 

A questão é que muita gente também tinha tido essa mesma idéia... tudo bem... temos nossa tática! A senha: “ganhando espaço”. É o seguinte: todas atentas, primeira chance de ampliar o círculo: passinho pra trás. Como a intenção era sentar, sempre em direção aquele banco em “L” ali na ponta!!!

 

 

Ok, todas cumprindo seu papel. Começamos a ocupar o banco, mas tinha um casal bem no vértice do “L” que não tava nem aí pra nada e não se movia um centímetro do local em que estavam. Tudo bem ocupamos uma ponta do “L” metade de nós continuava de pé. Dado momento rolava uma conversa que não me interessava me distraí com os acontecimentos do entorno. Chega um amigo do tal casal convocando-os pra pista lá dentro. Segue o diálogo bizarro:

 

(amigo) – Vamo lá dentro! Vocês não vão sair daqui???

 

(o cara do casal) – Ah... mas como é que ta lá dentro?

 

(amigo) – Tá quente, úmido e forte!!! Como a Amazônia!

 

????? O que será que ele queria com essa descrição??? Será que o fulano era um nostálgico da região Norte do Brasil??? Mas de fato! Lá dentro estava quente e úmido (o forte vai da subjetividade de cada um). Como a Amazônia!



Escrito por marocha às 18h18
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Frases emblemáticas nº 1:

Narrava-se um fato de ocorrido em uma viagem há anos atrás. O lugar era uma daquelas praias com pouca civilização onde os veranistas acabam se topando de tempos em tempo na praia, na lanchonete ou na baladinha da noite. Embora esse encontra-aqui-e-ali fosse comum, surpreendia o fato de que um certo sujeito, apelidado de Tony Ramos dado o pelover que ostentava, era frequentemente visto-e-revisto.

 

Certo dia Tony Ramos aparece em dobro... Indícios de alcoolização? Não. O Tony Ramos era gêmeo! Ele não era onipresente, ele eram dois! Rebatizados naquele exato momento de “Tony” e “Ramos”... por mais que se soubesse que dali em diante, jamais se identificaria novamente qual era o Tony e qual seria o Ramos.

 

Finda a narração, entre os risos destaca-se um dos ouvintes que permanecia prostrado com uma cara meio reticente. Em seguida, somos brindados com o seguinte comentário:

 

“Ramos tonificados”

 

Será essa a origem do pelover de ramos do Tony?



Escrito por marocha às 02h50
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Estado civil

Entre os estados que mais se confundem com o ser está o estado civil. Eu, por exemplo, estou solteira.

 

É curioso que, se na maior parte do século XX esse estado era suficiente para que as pessoas vissem o que aquela pessoa era. Uma mulher casada, antigamente era praticamente um apêndice do marido! Vejam só, muitas vezes eram tratadas, por exemplo, como Senhora Silva (sobrenome do marido) e nem se quer se conhecia seu primeiro nome. Tinha toda esse mito de “nós dois somos um” e de que aquela era uma situação imutável... ou melhor, mutável para um estado já previsto, sem surpresas: a viuvez. Mulher sozinha depois dos 20 e pouco era solteirona ou mais carinhosamente “titia”. E a separada era “largada do marido”. Essas eram as condições possíveis no universo feminino.

 

Não sei se as mulheres do século passado se incomodavam de ser apenas a Sra. Silva. Se se incomodavam, também, dificilmente nos diriam, pois lhes era ensinado a não questionar e não defender posições publicamente.

 

Hoje as coisas mudaram bastante. As relações estão mais definidas pelo estar junto do que pelo seu estado civil. Muitas pessoas que moram juntas (e outros casais que nem juntos vivem) se consideram casadas. O casamento é um estado e não um destino. As relações conjugais assumem hoje um padrão mais fluido ou um não-padrão. Acho que por conta das efemeridades envolvidas nas relações de hoje é importante para os membros dessa relação adotar mecanismos que ajudem a manter no ente amasiado alguma individualidade.

 

A independência financeira, a escolha pelo parceiro (casamento como relação e não como modo de vida diferentemente do casamento arranjado pela família: “um homem bom, que cuide direito de você” – ainda ouço isso da minha avó!!!) são a face mais evidente das relações hoje em dia. O fato de, mesmo junto, ser potencialmente livre... nem que seja pra juntar as coisas e sair andando se o tal “homem bom” não for tão bom assim... mas será que a sra. Silva cabe nesse “modelo”???

 

Dia desses estava com um grupo de amigos, nesse grupo, três casais. Dado momento, o namorido da Pati chega e me fala:

 

- A....... Beta tá lá fora te chamando!

- ???? Beta...

- Eu esqueci o nome dela! A mulher do Beto!

 

Comentei com a minha amiga (a Beta). Ela ficou transtornada...

 

- Beta? Como assim? Você me conheceu antes dele!

 

A Vanessa que estava ao lado comenta:

 

- Se ela é a Beta ele é o Pato!

 

Óbvio que todos riram, incluindo o marido da Vanessa que chegava nesse momento no grupo. Pato, passado em ver seu companheiro de gênero rindo de sua nova alcunha ainda ansiando conquistar um aliado diz:

 

- Poxa, então, se eu sou o Pato você é o Vanesso!

 

- Tudo bem! Então eu sou o Vanesso! Mas você é o Pato! Hahahahaha!

 

Quem mandou? Foi ele quem começou!



Escrito por marocha às 18h36
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Estive pensando sobre ser...

Pensar sobre ser pode ocupar sua vida inteira! E a gente pode pensar em ser tanta coisa, em ser de tantos jeitos... do mesmo jeito que o outro também é e ainda pode ser tantas outras coisas. Se formos pensar mais ainda, nós, além do que somos, também poderíamos ser... muitas coisas! Mas o que tenho pensado ultimamente, tem mais a ver com estar do que com ser, embora em geral enxerguemos tudo como se fosse uma coisa só.

 

O estar define muito do seu modo de vida e de alguma maneira vai marcando o nosso ser, mas não o define. O mesmo ser pode estar de diversas maneiras a depender de seu estado de espírito, momento de vida, contexto imediato ou qualquer outra coisa.

 

O fato é que hoje estou. Estou muitas coisas e isso faz toda a diferença até no que venho postar aqui de tempos em tempos.

 

Estou balzaquiana. E a cada dia compreendendo mais o que ser balzaquiana implica ser. Implica ser responsável por seus atos, afinal, não temos mais a juventude como álibi à tiracolo. Por mais que sejamos jovens, somos jovens adultos, no mínimo. Ouvi nesse fim de semana uma frase interessante... algo como “não agüento mais ficar esperando o momento e as condições certas pra fazer as coisas, porque não existe momento perfeito”... Quando eu estava jovem (sem nenhum complemento) ainda acreditava que as coisas seriam perfeitas (como aquelas idealizações que a gente tinha quando criança) quando eu fosse adulta. Fiquei adulta e cadê aquele mundo idealizado?

 

Resolvi que eu não vou idealizar muita coisa pra quando eu for uma jovem senhora.



Escrito por marocha às 21h49
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Recebi o link pro vídeo de uns amigos... é o trabalho de tcc deles, já tinha visto antes e rever foi bem legal! Tem a ver com algumas questões em que tenho pensado bastante ultimamente! `

Tem tempos que a gente tá mais existencial mesmo, mas de qualquer maneira, acho que vale a viagem pelo mosaico de visões sobre a consciência! Sapiens ou Demens?

São três partes, total: uns 20 minutos. segue o link pra 1ª:

http://br.youtube.com/watch?v=Egxm923Fgvw



Escrito por marocha às 20h26
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Carnaval paulistano... nada de muito carnavalesco!

Quer dizer... só uma baladinha com interjeições carnavalescas = repertório tradicional da casa com um alalaô incidental resultando na formação de efêmeros trenzinhos e coreografia dos "dois dedinhos em riste" em massa.

 



Escrito por marocha às 20h15
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Carnaval

...

Melhor passar a palavra pra quem está onde se transpira carnaval!

http://www.tkgeo.blogspot.com/

Adorei!



Escrito por marocha às 13h36
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lei de lavoisier

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma...

... será?

Tem horas em que se reproduz o obsoleto...



Escrito por marocha às 22h39
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